quinta-feira, 14 de maio de 2009

A primeira tentativa de assassinato

Bem, antes de começar o título eu vou fazer um pequeno índice para o primeiro capítulo. Isto me ajuda quando for escrever depois e também ajudam a vocês quando forem ler. Acompanhar cada caso. Afinal, isto aqui será como um livro, o livro para a menina branca como a neve de cabelos castanhos médios. Eu estou com um pouquinho de pressa hoje, mas vou escrever tudo detalhadamente. A menina tem algumas tarefas a serem feitas e isso a incomoda e me incomoda também. Afinal, eu gosto de conversar com alguém, por mais que não esteja conversando com ninguém. Conversar somente com ela enjoa. Eu espero que vocês não tenham se esquecido que, quem escreve aqui é o segundo eu e não o eu conhecido. Bem, chega de papo, vamos ao índice.

Título: A pequena criança
Subtítulos:
A primeira tentativa de assassinato
As extensas viagens
A Vida da mãe.
Um pouquinho de felicidade
Um ringue se posta na casa da criança
As aventuras com a sua segunda mãe
As irmãs.

Acho que é só. Eu não vou pular nenhum, mas talvez me lembre de mais alguma coisa e poste, eu irei avisar vocês, mas não fiquem chateados, por favor. Eu sou uma memória bem esquecida.

E aqui se inicia o texto de hoje.

Como havia dito no texto anterior, nada de bom cuidado ou bons tratos. Talvez, as irmãs dela cuidassem bem, e talvez a mãe assim fizesse. Afinal, o pai da pequena estava para voltar de uma viagem, de nada ele sabia. Não sabia que sua filha havia sido levada, não sabia, não sabia de nada. Pobre homem.
Essas coisas eu nunca consigo lembrar, e isso me chateia. Porque não é possível lembrar coisas de bebes? Bem, vamos a mais um relato.

Relato de Ana Carolina. A irmã do meio: Eu um dia cheguei em casa, e a mãe estava na cozinha com um fósforo, ela gritava como sempre. Tinha alguns papeis no chão e quando cheguei lá ela está pondo fogo neles, o gás estava próximo. Não sabia o que tinha que fazer, se deveria tirá-la de lá e apagar o fogo, se tinha que chamar a Alexandra e mandar ela te levar pra fora. Eu sabia que tudo o que fizesse me faria levar uma surra depois. Não importa. Então gritei
- Mãe, o que está fazendo?
Ela havia se assustado com a minha presença e disse para eu sair de lá. E eu disse que não iria e que a Gabriela durmia no berço. E ela então me respondeu.
- Vai dormir eternamente.
Não entendi, mas ela voltou a acender outro fósforo, eu tirei os papéis do chão e gritei a Alexandra, ela entrou e tirou-os da mão de mamãe, os vizinhos vieram, foi uma loucura. Não gosto de lembrar. Mas, de fato. Ela queria colocar fogo na casa com a pequena criança dentro.

Raiva, loucura, solidão, desprezo. Eu não sei o que se passava na mente dela, mas de fato deveria ser uma mente perturbada. Dias depois, a mesma irmã disse que a mãe se debruçou no berço e implorou desculpas. Existem coisas que você irão compreender com o passar do tempo. O drama que a menina tem hoje em dia é algo de família, e mãe dela não é louca, ou tem algum problema mental. Ela apenas fingi ter. E vou dizer pra vocês o por que... Mais para frente.

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