quarta-feira, 13 de maio de 2009

Uma vida inteira pela frente.

Bem, pra começar eu acho que me devo apresentar. Hoje, 13/05/09. A primeira postagens de muitas. Eu fiz o blog, para poder expor a mim. Aqui terá somente a minha vida, toda ela, os acontecimentos diários eu deixarei para o fotolog. Mas aqui, terá as dores, as razões, os medos, as dúvidas, os amores. Aqui será parte sentimental de tudo, ou como vocês quiserem interpretar o drama todo. Por fim. Fiquem a vontade, minha vida é como um livro aberto, a partir deste primeiro post. E para vocês entenderem tudo, leiam frequentemente. Se é, que você realmente se interessa por minha vida. Existem, em cada pessoa dois eu’s. E aqui quem irá falar é o segundo eu. Provavelmente você não nunca se encontrou com ele. Apenas ela, a menina de cabelo escuro, não tão escuro quanto o preto. Mas escuro quase lá. Seus olhos, seria uma verdadeira mentira (um tanto contraditório dizer isto, não acham?) eu dizer que os olhos dela eram claros só porque são verdes, eles são escuros, como aqueles lagos ou lagoas sujos por pessoas que insistem em lavar seus pés imundos. Isto, esta é a cor dos olhos dela. Bem, seja bem vindo as sua mente. E não se esqueçam, por favor, não se esqueçam. Tudo que será dito aqui, é tudo o que ELA pensa, e você, com toda a certeza do mundo, nunca descobriria isto se eu não postasse aqui. E porque não fazer algo “só dela?”... Bem, porque se fosse pra esconder palavras de alguém, ela deixaria no pensamento. Não acham? Ou, a partir do momento em que ela escreve, é como um provérbio chinês diz. Se você não quer que ninguém descubra, não o faça.. Simples, mas verdadeiro.

Ao primeiro post do dia. Um título, um pequeno trecho da pequena vida de Gabriela Duarte dos Santos. Ela gosta do nome dela, menos da parte do Santos. Só gosta dele, porque é do seu pai, e mesmo assim, quando casar irá tirá-lo. (A não ser que do seu marido seja algo pior, ai prefere ficar com ele mesmo.)

O Título: A pequena criança.

Em dezembro de 1990, nascia em uma cidade de São Paulo chamada: São Bernardo do campo, uma garota com as feições que foram descritas a cima. Havia uma mulher loira, de olhos azuis que a segurava no braço(Sua mãe)

Relatos de um pai: Eu estava no corredor neste momento, ela nasceu, o médico veio e ficou apreensivo, me assustou. Fiquei com medo de perder mais uma filha, então ele disse. “Bem... É... É... Mais uma menina”. Eu abri um sorriso e pulei no médico, falando “É UMA MENINA! É UMA MENINA!” e corri para o quarto.

Nota: O pai de Gabriela. Bem vou chamá-la de Gabi ou até mesmo, Gabizinha. Ela não gosta do seu nome, não assim sendo chamada toda a hora, me corrigindo. Ela ama o nome dela, mas acha “Gabriela” formal demais. Voltando ao assunto. O pai de Gabi, tivera 4 meninas, uma dela falaceu, mas eu entrarei neste detalhe logo mais. E vou explicar a vocês o porquê de estar contando o nascimento dela a vocês. Bem, a apreensão do médico era por isso. Ele ficar decepcionado, esperando “um menino”... Eu me pergunto o porquê o médico achou isto, ou ele é burro, ou meu pai mente. Afinal, ele já sabia do meu sexo.

Pamela: 1988. Sua mãe, se culpa e diz que foi erro dela. Seu pai, diz que foi erro médico (que culpa teria uma mãe, parindo uma filha? E depois de dois dias ela morre?)... A mãe se acha culpada porque a filha engoliu seu sangue. O pai é revoltado, porque já viu milhares de crianças sendo salvas, afinal isto é normal. (Hoje em dia, é fácil antes não era). Dois anos depois, nasce Gabi. Era “o prêmio de consolação.”

Bem, aqui nós não lembramos. Eu sinceramente queria poder lembrar esses momentos, para saber se tudo foi como relatado. Mas infelizmente, tenho apenas relatos.

Relatos de Fátima. (A tia, ou considerada por ela, como mãe): Você aos três meses está no seu berço, berrava. Cheguei com seu avô. Suas irmãs estavam na rua, elas tinham apenas 9 e 7 anos. Sua mãe, não as deixava chegar perto de você. Aproximei-me e você cheirava a mijo e coco, fiquei pasma. Seu avô me mandou tira-la de lá, e assim o fiz. Levamos você para a minha casa (na época eu morava com ele, o seu avô) e ai cuidamos de você. Assim, por muito tempo, até o dia dela reclamar você e quiser te levar de volta. (Foram seis meses depois). E de fato, só voltou porque seu avô dava dinheiro para ela cuidar da menina. Ela fazia tudo, menos cuidar de você.

Nota: Ela nunca gosta de se recordar coisas da mãe, de fato, isso a mata por dentro. A morte, vocês irão reparar, é algo que a acompanha muito, andam de mãos dadas, ela sempre a deseja e é por isso que a morte nunca vem.

Bem, quando voltou a sua casa, aos noves meses. Nada disto estava acabado. Nada de sossego ou bons tratos.

Amanhã, eu começo o novo capítulo. “A primeira tentativa de assassinato”.

Um comentário:

  1. Nossa, Gabi, fiquei chocada com isso. E olha que é só o começo, como vc disse.
    Quando vc falava da sua situação pra gente, eu não imaginava nem 1% disso tudo.

    Agora vejo o quanto vc é uma pessoa forte, que superou e supera tantas coisas.

    Te admiro muito por isso.

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