sexta-feira, 5 de junho de 2009

Um pouquinho de felicidade (post 2)

Vamos por partes, assim ninguém se perde.

As brigas.

Realmente, podemos a chamar de galo de briga, ou popó mirim, nunca vi criança mais folgada que essa! Eu realmente nunca vi. Mas, existem duas brigas que fazem marcar a carteirinha da pequena criança, vamos a elas.

Relatos de uma protagonista: Lembro-me como se acontecesse agora. Eu desci as escadas (moro no quarto andar) e assim que desci encontrei o Arthur (vocês vão ouvir bastante desse rapaz) e ele me disse.

- Gabi, ta afim de brigar com o Felipe? Eu, sem hesitar ou perguntar por qual motivo, respondi.

- Mas é claro! Como vamos fazer? Os dois socando ele? Ele é maior que eu! Arthur rio, nós já estávamos andando em direção ao garoto que se encontrava na frente do prédio. Arthur contradisse.

- Não! Você vai primeiro, se você estiver perdendo eu entro na briga. Eu abri um sorriso bem sutil nos lábios, Arthur era e sempre foi o mais forte dos três. Claro, era covardia, mas assim seria.

Quando chegamos lá na frente, Arthur começou a discutir com ele, olhou pra mim e disse.

- Vai?

Eu nem se quer respondi e já voei em cima do garoto. Que briga maravilhosa! Eu acertei dois socos na cara dele, e ele me deu um chute que eu devolvi ai eu ouvi um grito do outro lado.

- Minha vez!

Eu saí de cima do menino e o Arthur já voou em cima dele. Eu sentei em um banco e assisti toda a cena de luta, que acabou quando um outro garoto me deu um chute nas costas quando eu estava sentanda! Como doeu, chorei muito, e só parei porque gritaram.

- Sua avó está vindo!

Eu poderia ser tudo, mas nunca gostei de ser a cuzona que alguém tem que me defender, a não, isso não!

Porque eu sempre dou risada quando ela acaba de escrever? Será que segundos eu’s também tem sentimentos? Vou perguntar isso pra um psiquiatra quando eu precisar de um. Hahaha. (psicólogos... Eu não gosto deles, gosto de gente que trata com doidos)

A segunda briga.

Podemos dizer que ela brava dá medo, muito, muito medo. Ela não mede o que faz só depois que vê o que fez. Bem, o menino dessa vez tinha uns 16 / 18 anos, e eu não sei por que, sei que ela se irritou muito, e chorava enquanto xingava ele. Mas os outros meninos continuavam rindo pelo que ela falou, a pequena se irritou e partiu pra cima do guri que só sabia se defender. Ele lá ia se meter contra uma criança? E depois? Ele só tentou segura-la, mas ela o chutava o batia, tentaram segura-la mas ninguém conseguia, ela se soltava e ia pra cima de novo. Até o morder e deixar uma marca que ninguém imagina. Ai o menino se enfezou e quase deu nela, só que o seguraram. E ai ela parou. Folgada... Não?

O primeiro beijo.


Eu digo que foi marcante, e ninguém acredita! Bem, desculpem o meu entusiasmo. Eu vou relatar como tudo começou. Todas as pessoas estavam incentivando (duas pessoas). Ela estava dentro de uma caixa com o seu melhor amigo, até então. O Arthur. Enquanto duas adolescentes incentivavam o beijo, um olhou para o rosto do outro e se beijaram. Foi o primeiro beijo dos dois. Ela saiu de lá dizendo que ele beijava mal e ela beijava muito. Depois disto, beijou mais 2 garotos do seu prédio. Era engraçado, até porque o Arthur gostava da Karen e esse foi o motivo deles baterem no outro menino, porque ele estava dando em cima da Karen. Porém, o beijo foi da Gabi. Quem ri por último, ri melhor. Não? (claro, eu não incentivei muito a cena, apesar dela gostar muito dela. Imaginem uma criança de três anos beijando uma de sete? Era este o cenário. Não se esqueçam, ela tinha 7 anos, porém aparentava ter menos)

A maior paixão.

O futebol, a maior paixão de todas. A única coisa que ela sempre se orgulhou e sempre foi boa. Bem, desde criança ela jogava com os meninos “grandes”. Doze, treze, catorze anos. Essa média. E a pequena se destacava, e ai de quem se interferisse nisso! Ninguém era capaz de desafiava, porque depois ela dava um jeito de se vingar, e como dava.

O vício.

Quando ficava em casa, matava o tempo jogando vídeo – game. Amava fazer isto quando estava sozinha ou quando seu pai estava em casa, ah era uma diversão só. Suas irmãs não poderiam assistir TV e ninguém ia bater nela se não quisesse desligar o vídeo – game... O pai dela estava lá. Salvou quase todos os jogos do Nintendo. Era uma verdadeira viciada, e até hoje é.

O melhor presente.

Uma bicicleta, quando seu pai a comprou os olhos da menina brilharam, como cachorro que vê o frango rodar na sua frente. Saiu da loja tão feliz, tão feliz. E com sua bicicleta ela poderia ser a melhor na corrida com bicicletas, e poderia sair do prédio e voltar sem ninguém ver. Uma vez ela fez isto, com seus sete anos. Ela e o Arthur, fora na favela que ficava atrás do pré. Naquela tempo foi uma aventura só. Hoje em dia, não é nada demais, mas naquele tempo... Naquele tempo...

O relato da protagonista: Bem, eu vou falar da pior queda que tive de bike. Acho que tinha uns dez anos! Eu havia aprendido descer minha rua sem as mãos (ladeira ok). E lá fui eu, bem consegui desviar do caminhão e o que estava logo atrás do caminhão conversando? O Arthur! Parado com a sua bicicleta, coitado! Ele não tinha culpa, eu desci sem avisar e não o vi. Bati com tudo, foi cena de filme. Não consegui freiar e bati com tudo, eu e minha bicicleta voamos, já que eu parava só o peneu da frente, bati com toda a força a cabeça no chão e fez um corte. Minhas irmãs viram a cena e me levaram pra casa, me jogaram no chuveiro e escorria sangue. Meia hora depois, o Arthur tocou na porta chorando, quando eu abri ri muito dele, e ele ficou sem graça. Ele disse.

- Achei que tinha te matado! Estou tremendo, está vendo?!

Era bom ser criança, era tão bom.

As brincadeiras infantis.

Eu acho que todo o texto se concentra nessa parte. Saindo um pouco do mundo ilusório e voltando a realidade da pequena. Ela saia da sua casa umas dez da manhã e voltava lá para umas onze da noite. Bem, não podíamos contar com a mãe, e as irmãs... Vocês vão entender as irmãs logo, logo. Era na rua que ela se divertia, e era na rua que montava a sua personalidade. Nesse tempo a sua rua era uma biqueira (lugar onde se vende droga), imagine só uma criança... Às vezes ela pensa que poderia ter virado uma drogada e se orgulha muito por nunca ter usado nada, nem se quer um cigarro! De manhã ela era a valentona, menina – moleque que batia em todos que podia, e ai de quem mexesse. A noite ela ficava na área com o pessoal mais velho, ria sem parar. Nós hoje sabemos que eles não gostavam muito, mas depois se acostumaram com a idéia. E apesar de todas as mães na época as odiarem, todas as crianças e adolescente gostavam dela. Quando não estava jogando futebol ou andando de bicicleta... Ou brigando com alguém, ela estava fazendo brincadeiras de crianças. Esconde - esconde, cada macaco no seu galho, pulando muros coisa e tal.Na escola também era assim, do mesmo modo, da mesma alegria. Sempre foi alegre, por mais que não fosse totalmente feliz. E sempre odiou chegar em casa, sempre.

Um pequeno trauma.


Bem, esse trauma é horrível de ser lembrado. Vou a deixar contar.

O relato da protagonista: Eu estava em casa e tinha de ir pra escola, tinha dez anos. Bem, o chuveiro havia queimado, e por mim na época não tinha problema em não tomar banho. Minhas irmãs falaram que eu tinha que tomar, e pra não apanhar o fiz. Elas esquentaram a água e uma delas disse.

- Olhe, ta vendo eu colocando água fria dentro da quente? Faz isso com as demais. Ta bom?

- Ta.

Claro, eu enrolei uns 20 minutos antes de jogar o outro balde em cima de mim, achei que já tinha esfriado... Fui e joguei em cima de mim. Queimou minhas costas, queimadura de 2 grau. Doeu, e como doeu. Ficou uma marca por uns 3 ou 4 meses. Depois saiu. Graças a Deus.

Por conta disto ela tem medo de tudo que é quente. Frigideiras, água quente coisa e tal. Ela não frita nada, morre de medo. E também tem medo da panela de pressão, viu sua irmã explodir uma. Mas não é nada a ser narrado. A não ser que ficou marca no teto. Haha.

Bem, eu dividi o post em dois porque devem ter reparado que ficou enorme. Agradeço por quem está lendo diariamente. Talvez eu volte a postar somente segunda, se ainda tiver internet. Afinal, "sagrado fim de semana" chegou.

2 comentários:

  1. Tbm não tive experiências muito boas com coisas quentes... Uma vez fui fritar coxinhas, e elas estavam meio congeladas... aí fui ver se já extavam prontas, quando uma (ou duas, não vi direito) estourou e pulou óleo quente no meu rosto... Fiquei com uma queimadura enorme no ombro e durante um tempo pareci um dálmata, com a cara toda pintada... tinha queimadura até na minha nuca, não sei como...

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  2. me identifiquei muito com o "ah,naquele tempo",apesar de eu ter sido uma criança muito mais parada (eu gostava de brincar de barbie e ler,e cansava rápido no pega-pega,esconde-esconde e brincadeiras do gênero). quando a coisa da barbie,eu só tinha um irmão e nenhuma amiga na rua pra brincar comigo,daí eu brincava sozinha. e eu era chorona também. e muito curiosa. acho que até hoje sou hehe :)

    também tenho trauma com coisas quentes. mesmo que algo esteja só morno eu choro de dor quando boto na boca (ok,você não falava de comidas,mas tenho horror a queimaduras :( ). :O

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