Peço desculpa aos dias que estive afastada. Aquela famosa preguiça veio tomar conta de mim esses dias. E com um pesar que digo a vocês que ficarei mais um tempo sem postar. Gabi estará sem internet por tempo indeterminado. Mas vou tentar manter isto atualizado, não diariamente, mas, atualizado. E claro. A você que chega agora, o aviso que irei dar em todo começo de escrita. Se for ler, leia o desde o primeiro e siga a ordem, segundo, terceiro e assim consecutivamente. Pois se não, irá se perder. Julgamentos aqui não são aceitos. Nós não queremos sua opinião, nem pena, compaixão e muito menos compreensão. Estão aqui por que quiseram, eu optei por escrever minha vida, mas isso não significa que eu tenha menos ou mais problemas que você. Ok? Então, podemos começar.
É hora de falar da mamãe.
Eu sei, eu não deveria usar certo tom de ironia, pois assim eu deixo transparecer que também não sou tão chegada na mãe da Gabi. Mas... Algo me diz que isso me alivia mais do que o necessário.
Bem, como sempre eu tenho alguns relatos. Relatos do passado dela, e antes de chegar ao futuro eu vou fazer por partes.
Antes do casamento.
Relato de um pai: Sua mãe era legal. Além de bonita, claro. Não chega nem perto da mulher que é hoje. Ela era calma e gentil, me fazia muito feliz. Mas sempre foi apressada e nunca pensou em nada. Sempre fez as coisas no desespero. Assim foi o nosso casamento.
Relatos de uma tia: Sua mãe? Sempre foi a mais bem tratada. Lá onde a gente morava, ela era bem tratada porque era loira do olho azul, nós éramos os “bastardos”... Afinal, éramos morenos dos olhos escuros. Isso só por causa da cor do cabelo e dos olhos, por isso ela nunca gostou de um não. Sempre foi tratada a base do sim.
O casamento.
Relatos de um pai: Ela me veio com essa idéia. Sabe quando a mulher fica muito insistindo num assunto? E eu amava a sua mãe (nós achamos, o eu interior e o eu exterior da Gabi... Que ele ainda a ama, apesar de tudo). E ai eu casei. Larguei a minha faculdade de publicidade e propaganda e casei. O pai dela não se dava bem com ela por causa de mim, e eu me senti responsável, era tudo uma maravilha, e pra mim essa maravilha foi só acabar uns dois ou três anos depois que você nasceu. Foi quando me contaram, e eu não sabia se eu era um idiota ou... (Uma breve pausa)... Ou um grande idiota. (Bem, ele iria dizer “ou apaixonado demais”... Mas ele não é do tipo de homem que gosta de mostrar seus sentimentos)
Relatos de uma tia: Quando sua irmã nasceu eu não vi (estamos falando da primeira irmã), mas eu ia à sua casa todo o dia. No começo, ela tratava a filha como única e preciosa, com o tempo, parece que foi desgostando de tudo, saia a noite para ir a festas e quem ficava com ela era eu. Mas, era uma boa mãe no começo. Era sim. Quando sua outra irmã nasceu (a filha do meio), voltou com aquele sentimento materno de sempre, mas logo se foi. As meninas cresceram e a única pessoa que ela ouvia era o um tio nosso (desculpe pessoal, eu não me recordo o nome dele)... E acho que por isso ela dava bastante carinho a elas. Mas isso foi passando com o tempo.
Relatos de um pai: Um pouco depois da morte da pamela (ela era a terceira filha, Gabi seria a quarta. Mas o destino não quis isto). O seu tio veio a falecer. E ai sua mãe surtou de vez. As crises de ciúmes aumentaram, e ela falava sozinha, dizia que o tio dela viria de manhã buscá-la. Eu achei que ela tinha pirado... Até levarmos ela no psicólogo e ele dizer que não era nada demais, apesar deu achar que ele estava errado. (Bem, ele nunca concorda com médicos.)
Relatos de uma tia: O psicólogo disse que ela só gostava de fazer drama, e era assim que ela consegue tudo o que quer. (E como consegue!)
Os anos seguintes.
Relatos de uma tia: Sua mãe foi piorando a cada ano depois das perdas. Teve um dia que entrei na sua casa, e a Alexandra estava no canto, e ela disse que a mãe dela havia posto lá, porque ela não lavou a panela ou algo do tipo. E estava bem vermelha das marcas de tapas. Fiquei muito brava, e quebrei a cara da sua mãe naquele dia. E foi assim até você nascer.
Relatos de suas irmãs: Você teve é sorte de não crescer com a mãe. Apesar de tudo. Se você acha que sofreu quando criança, imagine a gente. Pelo menos, ela nunca te bateu.
Eu já dei o relato do meu nascimento, então o post termina por aqui hoje. Desculpe o texto grande, e o tempo que demorei a fazê-lo. Pois bem, espero que tenham tido uma boa leitura.
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Continuo lendo. Claro. E não é bem pelo que você disse lá em cima...é que eu sinto que eu te conheço melhor lendo. Sei lá. Haha. Eu sou esquisita assim mesmo. (:
ResponderExcluirGAbi, não to muito sintonizada mas estou lendo e querendo ler mais...
ResponderExcluirAs histórias de nossas vidas é o que nos faz ser quem somos...
^^
Eu gosto do jeito como vc escreve, o texto fica interessante e nada cansativo...
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