sexta-feira, 15 de maio de 2009

As extensas Viagens

Hoje eu tenho mais tempo para escrever. Bem, podemos prosseguir de onde paramos, acho que hoje eu não tenho muitos avisos. A não ser claro, que se você chegou hoje neste blog, eu peço para que leia o primeiro post, o segundo e claro este. Assim você não se perde. E também peço para que não julgue ninguém, ninguém mesmo.

As extensas viagens. Vamos falar da vida do pai da Gabi. Ele é um pesquisador (e hoje em dia ele poderia ser dono de um instituto de pesquisa, damos graças à mãe dela por isto não ter acontecido. Mas logo entraremos neste assunto). Naquele tempo havias poucos pesquisadores, e por isso eles teriam que fazer pesquisas em outros estados. Duravam meses. Insuportáveis meses. Por isso e pequena sempre se via sozinha, sempre com a sua mãe e suas duas irmãs. Era difícil pra ela, muitas vezes chorava sem parar. E como chorava. Não tenho relatos de ninguém desta época a não ser minhas memórias, então vou contar algumas passagens da vida dela, um pouco mais crescida. Sobre o motivo do pai não saber dos “bons cuidados”. Este era o motivo do pai não saber de nada. Telefones só tinham quando ele ligava, e a mãe, provavelmente falava para as irmãs delas não contarem nada ao pai se não as batia e não deixava sair de casa. Essas coisas que mães falam pros filhos ficarem com medo e não contarem nada. Bem, eu acho que pularia algo se falasse das minhas memórias agora. Vou terminar o capítulo anterior, ou “fechar os seus mistérios.”

Eu não me lembro quem relatou isto.
“Eu sei que teve uma briga por dias entre mãe e pai quando ele ficou sabendo o que se passara. Por fim, o pai cedeu e deixou isto para lá.”

Vamos falar um pouco sobre o homem o qual ela chama de Pai.

Ele é um bom homem. Esforça-se para manter a família sempre em pé e nunca passarem fome. Deixa de comer, ou fazer qualquer coisa para a filha sair mais bonita de casa. Sempre que pode ajuda, e se não pode ajudar ele tenta. É calmo e atencioso, agüentou tanta coisa que até hoje eu não sei como ele ainda não explodiu. Ele sempre mimava a filha, e Gabriela tinha muito orgulho de sair ao lado dele quando era criança. Sua cara é de mais jovem. Uns cino ou seis anos aparentemente mais novo. Infelizmente para ela, ele também envelhece e fica chato como os outros pais. Mas ele estava tentando colocar ordens nela, e ela odeia isto. Nunca teve uma regra sequer. Exatamente pelo fato dele nunca estar presente, e agora que está, tenta tratá-la como criança. Mas é bom, ele já está pensando novamente como antes, ou pelo menos se acostumando com a idéia. É um homem que ela pode brigar todas às vezes possíveis, mas ela o ama como nunca amou ninguém na vida. Por mais que nunca tenha dito isto ele, Gabi morre de vontade, mas ela tem medo... Não posso dizer qual é o medo, é receio. Mas ela o ama como um pai e uma mãe, ele foi tudo isto para ela nestes anos. É um bom homem, apesar dela achar que não, muitas vezes. [i]Ele é o nosso herói.[/i]

Vão entender que este dito não é só uma fantasia de criança, ou até mesmo de adultos. Ele sempre a “salvou” de tudo na vida. [i]De todos os monstros[/i]

Monstros reais.

Vamos enfim as minhas pequenas memórias, quando ela sentia a enorme falta dele. E depois a um relato do pai, falando o porque não conseguir ter um instituto de pesquisa só seu.
Memórias da personagem principal: Ela sempre chorava a noite quando pensava no pai, não gostava de lembrar que ele estava longe. Vivia com medo de apanhar das irmãs por qualquer coisa, ele sempre a salvava delas, mas quando estava longe uma bronca por telefone nunca era o suficiente. Um dos dias que não consigo me esquecer, era quando uma das meninas veio toda contente falando que havia passado o dia todo com o seu pai havia meses que Gabi não via o seu pai. .Ela deixou as outras crianças lá e se encostou na janela da área do seu prédio. Umas delas percebeu a tristeza nos olhos dela, e então perguntou.
- A quanto tempo não vê ele, Gabi?
- Seis meses.

Ela foi abraçada, porque as lágrimas começaram a cair, e elas não queriam parar. A pequena criança de sete anos, era assim toda a vez que lembrava do seu pai. E pra falar a verdade, os olhos dela encheram d’água agora por lembrar disto, e ficou feliz por vê-lo todo o dia e tê-lo todo o dia “enchendo o saco.”

Bem, acho que ficou bastante grande, mas vamos concluir com o relato do pai sobre o instituto

Relatos de um pai: Eu tinha apoio da Marplan. (Na época, era a empresa concorrente com a Ibope. As duas maiores do país) Eu fiz toda a papelada, consegui tudo e abri o instituto aqui na garagem de casa mesmo, fui começando e depois de uns 2 meses eu iria alugar um escritório. Sua mãe ficou falando um monte, por duas semanas. Falou que não ia dar certo, falou que eu era um burro, e tudo mais que ela costuma falar. Teve um dia que ela disse “está deixando de colocar comida em casa pra fazer isso.” Era mentira, eu sei. Mas só o fato de imaginar isto me incomodava. E ela insistiu nisto, até que desisti.

Ele não sabia que ela faria ele desistir de muitas outras coisas com o longo do tempo. E eu garanto a vocês, que quando a mãe dela começar a pegar no pé para encher o saco... Ela não para até conseguir.

Um comentário:

  1. Gabi,eu leio tudo, mas nunca sei o que comentar. Só queria que você soubesse que eu leio... ou algo assim.
    sei lá.


    bloody alice


    sim,os blogs daqui são meus. (:

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